sábado, 2 de janeiro de 2016

Despojos


Não me saíste da pele
e não me sais da mente.
Recolho os vestígios
e uso-os até à exaustão.
Gasto as memórias,
inalo o perfume que ficou,
o gosto quer permaneceu
e começo a contagem decrescente
para que tudo se volte a renovar.
Permaneces em mim onde quer que vá.
Agitas-me a memória e o corpo
sem me permitires respirar.
E mesmo não estanto, estás.
Porque ficaste em mim e nos despojos
que recolhi no desespero do desejo,
na ânsia de novos tempos.

8 comentários:

  1. Quando as palavras formam poemas de delírio a condizer com a imagem, acontece a pintura perfeita.
    .
    Hoje lá no cantinho falo de:
    Sexo: Posição 69 .. . Seus contornos sensuais e envolventes.
    .
    Desejo um Domingo Feliz.

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  2. Não se chega à pele sem conquistar a mente.

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